Laboratório 04

Estruturas de Mercado

Do monopólio à concorrência perfeita: o que muda quando o número de empresas muda.

P Q D RMg CMg CMe arraste o ponto
Pepsi: preço altoPepsi: preço baixo
Coca: preço alto
Coca: preço baixo
Lucro em milhões por mês · Coca · Pepsi
Consumidor Lucro Peso morto

Bem-estar total
—

A próxima unidade
Receita a mais
Custo a mais
Preço
—
Quantidade
—
Custo
—

Em sala de aula

Base: Mankiw, Introdução à Economia, capítulos sobre monopólio, concorrência monopolística e oligopólio (confira a numeração na edição da turma).

Objetivo

Mostrar que o poder de mercado depende de quantas empresas disputam os clientes, e como cada estrutura escolhe preço e quantidade.

Roteiro sugerido · 25 min

  1. Em Quantas empresas?, comece com uma empresa só. Pergunte à turma o que acontece com o preço quando entra uma segunda. Arraste até dez e depois clique em Concorrência perfeita.
  2. Use os botões de barreiras à entrada: patente, licença, recurso exclusivo e economia de escala. Cada um explica por que um mercado tem poucas empresas.
  3. Em Monopólio, produza unidade por unidade e compare a receita e o custo da próxima unidade. Onde o monopolista para?
  4. Em Concorrência monopolística, clique em Um ano depois até o lucro zerar. Discuta por que o preço continua acima do custo marginal.
  5. Em Oligopólio, deixe a turma decidir pela Coca-Cola. Mostre por que o cartel é difícil de manter e depois jogue várias rodadas.

Perguntas para a turma

  • Por que o monopolista não cobra o preço mais alto possível?
  • Se uma empresa tem lucro econômico zero, ela deveria fechar?
  • Por que Coca-Cola e Pepsi não combinam simplesmente manter os preços altos?
  • Que tipo de mercado é o de restaurantes do seu bairro? E o de operadoras de celular?

Lista de exercícios

Sete exercícios no estilo do livro, com gabarito no final, em PDF para baixar e imprimir.

Compartilhar este cenário

Prepare a situação antes da aula e envie o link para a turma. Quem abrir verá o mesmo gráfico.

Modelo

Os três primeiros módulos usam o mesmo mercado hipotético: demanda P = 100 − Q e custo constante de R$ 20 por unidade. Com isso, dá para comparar as estruturas lado a lado.

Monopólio

O monopolista escolhe a quantidade em que a receita da próxima unidade (receita marginal) iguala o custo da próxima unidade (custo marginal). O preço sai da curva de demanda.

RMg = 100 − 2Q · CMg = 20 · Q = 40 · P = 60

Em concorrência perfeita, o preço cairia até o custo: Q = 80 e P = 20. A diferença gera o peso morto do monopólio.

Número de empresas

No módulo 01, cada empresa escolhe sua produção sabendo que as outras também produzem (modelo de Cournot, simplificado). Quanto mais empresas, mais perto do resultado competitivo:

Q = N ÷ (N + 1) × 80 · P = 100 − Q

Com uma empresa, é o monopólio. Com muitas, o preço se aproxima de R$ 20.

Concorrência monopolística

Cada empresa vende um produto um pouco diferente e enfrenta sua própria demanda, P = A − Q. Ela tem um custo fixo de R$ 400 e custo de R$ 20 por unidade.

CMe = 20 + 400 ÷ Q · Lucro = (A − 20)² ÷ 4 − 400

Enquanto há lucro, entram novas empresas e a demanda de cada uma encolhe (A cai). No longo prazo, o lucro econômico é zero: a demanda encosta na curva de custo médio, com preço acima do custo marginal.

Oligopólio

O jogo é um dilema dos prisioneiros. Para cada empresa, baixar o preço é sempre a melhor resposta, qualquer que seja a escolha da outra. Por isso as duas acabam no preço baixo (equilíbrio de Nash), mesmo que as duas ganhassem mais combinando o preço alto. Em jogos repetidos, estratégias como "olho por olho" podem sustentar a cooperação.

Limitações

Custos e demandas são hipotéticos e simples. Marcas reais competem também por publicidade, qualidade e distribuição, e acordos de preço entre concorrentes são ilegais.