Em sala de aula
Base: Mankiw, Introdução à Economia, capítulos sobre consumidores, produtores e eficiência dos mercados, oferta, demanda e políticas do governo, custos da tributação e externalidades (confira a numeração na edição da turma).
Objetivo
Mostrar que o equilíbrio de mercado maximiza o bem-estar total e medir, com áreas, quem ganha e quem perde quando o governo intervém ou quando há efeitos sobre terceiros.
Roteiro sugerido · 25 min
- Em Excedentes, explique as duas áreas: o que os consumidores pagariam a mais e o que os produtores aceitariam a menos. Arraste a quantidade e pergunte à turma onde o total é máximo.
- Em Teto e piso, use Aluguel tabelado. Mostre a falta de imóveis e o triângulo vermelho. Depois compare com Salário mínimo.
- Em Imposto, troque entre cobrar do comprador e do vendedor. Pergunte por que o resultado é o mesmo.
- Ainda no imposto, deixe a demanda mais inelástica. Quem passa a pagar mais?
- Em Externalidade, use Fábrica poluidora e aplique o imposto corretivo. O peso morto some.
Perguntas para a turma
- Se o teto de preço ajuda quem consegue comprar, por que ele pode piorar a situação dos consumidores como grupo?
- O governo diz que o imposto será pago pelas empresas. Isso garante que os consumidores não vão pagar nada?
- Por que um imposto sobre um bem com demanda inelástica gera pouco peso morto?
- Cite uma externalidade positiva da sua cidade. Por que o mercado produz menos do que deveria?
Lista de exercícios
Sete exercícios no estilo do livro, com gabarito no final, em PDF para baixar e imprimir.
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Prepare a situação antes da aula e envie o link para a turma. Quem abrir verá o mesmo gráfico.
Modelo
O laboratório usa um mercado competitivo com demanda e oferta em linha reta. Os valores são hipotéticos, escolhidos para que as áreas fiquem fáceis de calcular.
No cenário padrão, a demanda é P = 100 − Q e a oferta é P = 20 + Q. O equilíbrio fica em Q = 40 e P = 60. Os controles de sensibilidade giram as retas em torno desse ponto, então o equilíbrio sem intervenção nunca muda.
Excedentes
O excedente do consumidor é o quanto os compradores estariam dispostos a pagar acima do que pagam. O excedente do produtor é o quanto os vendedores recebem acima do mínimo que aceitariam. Com retas, as áreas são triângulos ou trapézios.
As fórmulas acima valem quando a quantidade está sobre as duas curvas. Com teto ou piso, uma das áreas vira trapézio, e o laboratório calcula a área exata.
Impostos e subsídios
Um imposto de valor t por unidade separa o preço pago pelo comprador do preço recebido pelo vendedor. Não importa de quem ele é cobrado: o resultado é o mesmo.
G é a arrecadação do governo. A parte do imposto que cada lado paga depende das inclinações: quem é menos sensível ao preço paga mais.
No subsídio, o governo paga s por unidade: o comprador paga menos, o vendedor recebe mais, e a quantidade passa do ponto eficiente.
Externalidades
Numa externalidade negativa, cada unidade gera um custo e para terceiros. O custo social fica acima da oferta, e o mercado produz demais. Numa externalidade positiva, o benefício social fica acima da demanda, e o mercado produz de menos.
Um imposto igual ao custo externo (imposto de Pigou) faz o mercado escolher sozinho a quantidade ótima. Na externalidade positiva, o subsídio de mesmo valor tem o mesmo efeito.
Limitações
O modelo supõe que, com teto de preço, os produtos vão para quem mais os valoriza. Na prática, filas e mercado paralelo tornam a perda ainda maior. Também não há custos de fiscalização nem efeitos em outros mercados.