Laboratório 03

Governo e Bem-Estar

Quem ganha, quem perde e quanto se perde quando algo desvia o mercado do equilíbrio.

P Q D S arraste
Consumidor Produtor Governo Efeito externo Peso morto

Sensibilidade ao preço
Demanda
mais elásticamais inelástica
Oferta
mais elásticamais inelástica
Bem-estar total
—

Comprador paga
—
Vendedor recebe
—
Quantidade
—
Quem paga o imposto

Em sala de aula

Base: Mankiw, Introdução à Economia, capítulos sobre consumidores, produtores e eficiência dos mercados, oferta, demanda e políticas do governo, custos da tributação e externalidades (confira a numeração na edição da turma).

Objetivo

Mostrar que o equilíbrio de mercado maximiza o bem-estar total e medir, com áreas, quem ganha e quem perde quando o governo intervém ou quando há efeitos sobre terceiros.

Roteiro sugerido · 25 min

  1. Em Excedentes, explique as duas áreas: o que os consumidores pagariam a mais e o que os produtores aceitariam a menos. Arraste a quantidade e pergunte à turma onde o total é máximo.
  2. Em Teto e piso, use Aluguel tabelado. Mostre a falta de imóveis e o triângulo vermelho. Depois compare com Salário mínimo.
  3. Em Imposto, troque entre cobrar do comprador e do vendedor. Pergunte por que o resultado é o mesmo.
  4. Ainda no imposto, deixe a demanda mais inelástica. Quem passa a pagar mais?
  5. Em Externalidade, use Fábrica poluidora e aplique o imposto corretivo. O peso morto some.

Perguntas para a turma

  • Se o teto de preço ajuda quem consegue comprar, por que ele pode piorar a situação dos consumidores como grupo?
  • O governo diz que o imposto será pago pelas empresas. Isso garante que os consumidores não vão pagar nada?
  • Por que um imposto sobre um bem com demanda inelástica gera pouco peso morto?
  • Cite uma externalidade positiva da sua cidade. Por que o mercado produz menos do que deveria?

Lista de exercícios

Sete exercícios no estilo do livro, com gabarito no final, em PDF para baixar e imprimir.

Compartilhar este cenário

Prepare a situação antes da aula e envie o link para a turma. Quem abrir verá o mesmo gráfico.

Modelo

O laboratório usa um mercado competitivo com demanda e oferta em linha reta. Os valores são hipotéticos, escolhidos para que as áreas fiquem fáceis de calcular.

Demanda: P = a − b·Q · Oferta: P = c + d·Q

No cenário padrão, a demanda é P = 100 − Q e a oferta é P = 20 + Q. O equilíbrio fica em Q = 40 e P = 60. Os controles de sensibilidade giram as retas em torno desse ponto, então o equilíbrio sem intervenção nunca muda.

Excedentes

O excedente do consumidor é o quanto os compradores estariam dispostos a pagar acima do que pagam. O excedente do produtor é o quanto os vendedores recebem acima do mínimo que aceitariam. Com retas, as áreas são triângulos ou trapézios.

EC = ½·Q·(a − Pc) · EP = ½·Q·(Pv − c)

As fórmulas acima valem quando a quantidade está sobre as duas curvas. Com teto ou piso, uma das áreas vira trapézio, e o laboratório calcula a área exata.

Impostos e subsídios

Um imposto de valor t por unidade separa o preço pago pelo comprador do preço recebido pelo vendedor. Não importa de quem ele é cobrado: o resultado é o mesmo.

Pc − Pv = t · Qt = (a − c − t) ÷ (b + d) · G = t·Qt · Peso morto = ½·t·(Q* − Qt)

G é a arrecadação do governo. A parte do imposto que cada lado paga depende das inclinações: quem é menos sensível ao preço paga mais.

Parte do consumidor = (Pc − P*) ÷ t = b ÷ (b + d)

No subsídio, o governo paga s por unidade: o comprador paga menos, o vendedor recebe mais, e a quantidade passa do ponto eficiente.

Externalidades

Numa externalidade negativa, cada unidade gera um custo e para terceiros. O custo social fica acima da oferta, e o mercado produz demais. Numa externalidade positiva, o benefício social fica acima da demanda, e o mercado produz de menos.

Custo social = c + d·Q + e · Q social = (a − c − e) ÷ (b + d)

Um imposto igual ao custo externo (imposto de Pigou) faz o mercado escolher sozinho a quantidade ótima. Na externalidade positiva, o subsídio de mesmo valor tem o mesmo efeito.

Limitações

O modelo supõe que, com teto de preço, os produtos vão para quem mais os valoriza. Na prática, filas e mercado paralelo tornam a perda ainda maior. Também não há custos de fiscalização nem efeitos em outros mercados.